segunda-feira, 27 de julho de 2015

Contemplação



Sinto um aperto no peito
por não encontrar um jeito
de estar perto de você...

Surge um nó na garganta
e, rapidamente se agiganta
meu desejo por te ver.

Mesmo que seja à distância,
como um namoro de infância,
(você nem precisaria saber!)...

Bastava-me poder contemplá-lo
por um instante de regalo
aos meus olhos, que são seus...
Vanda Felix


terça-feira, 21 de julho de 2015

Faz falta




Ah, como ainda faz falta:
pela manhã, seu "bom dia";
da sua voz, a melodia;
seu sorriso, que contagia...

Ah, como ainda faz falta:
de suas mãos, suaves carícias;
de nossos encontros, as delícias 
de podermos tocar-nos um ao outro;
de descobrirmo-nos aos poucos, 
sem preocuparmo-nos com as horas.
Mesmo sendo pouca a demora,
já me era suficiente...
Faz falta, sentir-me gente!
Vanda Felix




segunda-feira, 20 de julho de 2015

Jornada




 


Para onde vão minhas palavras, 
que não ao teu coração?
Perdem-se pelo caminho? 
São proferidas em vão?
Saem da profundidade 
da minha alma sofrida,
viajam, através dos ares, 
buscando tua acolhida...
Mas, como eco, retornam, 
sem trazer, de ti, respostas!
(Logo tu, a quem amo tanto!)
Como ignorar a voz forte, 
que vem do meu coração?
És, na minha vida, a maior aposta,
jogo os dados, invisto alto,
à espera de que, um dia, 
seja quebrado o encanto,
a Sorte passe ao meu lado,
e te traga para mim,
meu prêmio mais cobiçado,
por quem espero, resignada,
até findar minha estrada,
pois, apesar do corpo apartado,
tua alma segue comigo
e a mim há de acompanhar
até o último dos meus dias,
até cumprir minha jornada...


Vanda Felix



sábado, 18 de julho de 2015

Imprudência




Olho-me,
mas não me enxergo;
aconselho-me,
mas não me ouço...
Teimosa, eu?
Não!!! Impulsiva.

Gosto do verbo rasgado,
do amor declarado,
aos quatro ventos cantado,
sem fazer-se de rogado!

Gosto do toque de pele,
que causa arrepio e calor.
Gosto da boca na boca,
da boca no corpo,
a deixar-me louca...

Sentir a invasão do seu corpo,
a inundar o meu...
Seu hálito, a soprar minha nuca,
ah, me deixa maluca!

Esqueço a prudência,
e, em sã consciência,
cometo loucuras...

Talvez haja cura,
mas não quero curar-me!
Vanda Felix



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sem pressa




Suas palavras,
sejam quais forem,
criam ao meu redor
uma atmosfera de magia,
envolvem-me num manto
de ternura e fantasia...
Viajo em suas ideias,
encanto-me com suas histórias,
perco-me em suas promessas...
Esqueço os aborrecimentos
esqueço-me do tempo,
dou fim à minha pressa,
pois só você me interessa...
Vanda Felix



quinta-feira, 16 de julho de 2015

Avisa-me

Avisa-me quando vieres,
para que eu possa preparar o espírito,
para que eu possa enfeitar a casa
e vestir meu melhor sorriso...

Preciso colorir meus lábios,
e climatizar um bom vinho,
preciso arrumar a cama,
para dela fazermos ninho...

Não esqueça os chocolates,
para um toque de doçura,
quero eternizar nosso instante,
nosso momento de loucura!
Vanda Felix










Entre bolas e televisões - por Ana Carolina Felix

     Sempre gostei do jeito que minha sobrinha Ana Carolina escreve, e sempre insisti para que ela publicasse suas histórias, mas ela... sempre relutante!
     Acontece que, há umas duas semanas, estávamos todos  aqui, em casa, num fim de tarde, quase noite, e "Carol", sentindo-se entediada, começou a "azucrinar" seu pai para sair...Rsrs.
     Robson, seu pai, então, sugeriu-lhe que fizesse um desenho para distrair-se. Isso a manteve distraída por alguns instantes, mas, tão logo o concluiu, retornou à inquietação inicial...
     Foi então que, veio-lhe à ideia, escrever uma história sobre seu desenho.
     A história ficou tão boa que, dessa vez, nem precisei sugerir. Ela própria, após fazer a leitura, pediu-me que a publicasse aqui no blog.
     Ei-la para deleite de todos!
Vanda Felix



Entre bolas e televisões

    Eles se encontravam numa ilha realmente muito pequena e sua única fonte de alimento era um coqueiro com quatro ou cinco cocos em seu topo. Sentiam a morte se aproximando...
Foi um trágico acontecimento que os levou até esse destino. Eram tripulantes do Titanic...
Depois do naufrágio, se apoiaram em uma cama que flutuava e seguiram remando, remando...        Viram a dor, famílias sendo destruídas, a agonia e a coragem desses companheiros; eles viram Jack morrer...
     Desesperados e exaustos, Tinky Winky e Tom Hanks não tiveram outra escolha que não morrerem náufragos: eles precisavam construir um barco com o tronco do coqueiro, a única madeira disponível na ilha! Por sorte, Tinky Winky havia retirado do navio o machado que Rose usara para quebrar as algemas de Jack, que se encontrava preso, enquanto o navio afundava. Já Hanks trouxera apenas uma bola de vôlei, à qual dera o nome de Wilson, em homenagem a seu melhor amigo.
     Foram tempos árduos. Os cocos acabaram em poucos dias, porém, Tom, muito habilidoso, fizera uma ótima vara de pescar e logo adquiriu a prática de pegar grandes peixes.
Aquele coqueiro era realmente fantástico: com as cerdas das cascas de seus cocos, Tinky produziu grandes cordas, as quais usaram para amarrar as tábuas extraídas do tronco do coqueiro e, com elas, construíram sua pequena embarcação...
     Finalmente pronto o barquinho ... Apenas para um!
o coqueiro? Nem existia mais... Apenas em suas lembranças...
Partiriam pela manhã em busca de civilizações. Então, comeram todo seu estoque de peixes, de atum in natura à sushi de baiacu, sem deixar nada, pois, o que fosse necessário, pescariam na viagem de volta para casa.
   No dia seguinte, embarcaram, se prepararam e se puseram ao mar... Mas o barco afundou. Não suportara o peso de Tom, sua bola, Winky e vinte peixes em seu estômago. Eles ficaram em pânico com a situação. Olharam um para o outro, e viram o terror em seus olhos. Não sabiam o que fazer, até que Tinky atirou a primeira pedra...
   Uma grande luta começou: pedradas, machadadas, boladas se sucederam nos próximos anos. Os peixes os sustentavam e a briga continuava... Estranhamente, não amanhecia mais, mas, os dois nem percebiam isso, até que alguém decidiu por um fim: Wilson deu uma flechada em Winky, que vinha, há meses, construindo uma nova embarcação com a madeira do novo coqueiro, que havia nascido e com as pedras que o mar trazia...
     Perplexo com o que via, Tom jogou a bola para o alto, dando gritos de "URRA!", enquanto o dia amanhecia. Pegou seu amigo Wilson, entrou no barco com o nada de sanidade que ainda possuía, olhou para o sol... Como o sol estava lindo! Hanks ficou encantado, vendo as ondas do mar, que lhe pareciam coloridas, junto ao sol sorridente, que o chamava...
     Ele, então, pegou seus remos, e foi para a luz.
Ana Carolina Felix de Sousa






Retomada

 Há tempos não percorria estas páginas... deu até saudade, agora! É que a vida anda tão atribulada, tão conturbada, que meus hábitos mais re...