sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Rememórias


Às vezes é necessário olhar para dentro de si e relembrar como era antes, como, éramos antes...  Cada recomeço é, na verdade, uma continuidade depois de uma pausa, não implicando, necessariamente em algo novo ou inovador, pois a vida é a mesma que continua, talvez num novo rumo, mas a mesma e nós, por mais que mudemos a aparência, algumas atitudes, também continuamos os mesmos, nossa essência não muda, nossa genética não muda...
Sabemos que não é possível nos sentirmos protegidos e seguros permanentemente.
Crescemos fisicamente, amadurecemos espiritualmente, mas não apagamos as marcas que trazemos tatuadas na alma, algumas da infância, algumas de outras vidas... Às vezes nos dão medo, outras autoconfiança, sentimentos necessários à nossa autopreservação e que devem ser equilibrados para que não se sobressaiam um ao outro. Se perdermos esse equilíbrio, deixamos de ser quem somos, perdemos nossa identidade e para preservá-la, precisamos praticar o que apregoamos, seja no campo profissional, afetivo, sexual... E temos pouco tempo pra isso, pouco tempo pra perder nos remoendo em pequenas mágoas e intrigas, porque a vida está passando sem que nos apercebamos disso e cada instante que se vai (e que não é um instante perdido, mas um instante vivido) não retorna jamais, a não ser em nossas mentes. em nossas lembranças, em nossas rememórias...



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Paciência

Recebi da minha amiga Cléria Nakao, achei lindo e necessário compartilhar, principalmente nessa fase difícil pela qual passamos...
Beijos, Cléria!
      Vanda Felix


PACIÊNCIA

(Arnaldo Jabor)

     Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.
     Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e
berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"...
     E o bem comportado executivo? O"cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar...
     Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice.
     O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.
     Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado.
     Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.
     Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.
     A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.
     Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida?
     Surpreenda- se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
     E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar?
     Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar?
     A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?
     Será que você conseguiu ler até aqui?
     Respire... Acalme-se...
     O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

NÃO SOMOS SERES HUMANOS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL...
SOMOS SERES ESPIRITUAIS PASSANDO POR UMA EXPERIÊNCIA HUMANA...



Retomada

 Há tempos não percorria estas páginas... deu até saudade, agora! É que a vida anda tão atribulada, tão conturbada, que meus hábitos mais re...