Mesmo que habitemos o mesmo mundo,
Aos poucos, vamos deixando de fazer parte
Do mundo de algumas pessoas.
Nem lembranças,
Nem saudades,
Nem vontade de estar junto...
Basta uma palavra errada
E, no lapso de um segundo,
Tudo desmorona,
Tudo cai num vazio profundo.
Mas a verdade sobressai, sempre.
A tempo e a hora certos ela dá sua cara.
A tempo e a hora certos...
No seu tempo
E à sua hora.
Às vezes, demora,
Mas dá sua cara
E tudo se ajeita
Ou não...
Às vezes se rejeita
A que não seja sua visão.
Vai de cada um,
Vai de seu momento...
Um simples perdão
Anula um sofrimento.
Cura a ferida profunda,
Imunda a vida de razões
De viver...
Tudo no seu tempo...
Tempo, senhor de tudo,
Tempo, remédio dos males sem remédio...
A ti, confio meus dias,
A ti, entrego minhas dores
E minhas maiores alegrias.
E, que palavras erradas,
Ditas de forma impensada,
Sejam de pronto corrigidas,
Reinterpretadas
E que as fallhas sejam perdoadas,
Pois dói viver no mesmo mundo
De quem não nos queira por parte.
Pois que, habitando o mesmo mundo,
Não quero
Aos poucos, ou de repente,
Deixar de fazer parte
Do mundo de algumas pessoas
A quem amo, de verdade. ❤
Vanda Felix
quinta-feira, 27 de junho de 2019
sexta-feira, 14 de junho de 2019
Tô de boa...
Hoje eu dormi até acordar...
Entreguei-me ao ócio,
Delicioso ócio sem culpa.
Preguiça pura e simples.
Dia sem stress,
Sem pressa...
Ficar à espera do lento passar das horas.
Horas,
Minutos,
Segundos...
Tempo no conta-gotas,
Contando as gotas do tempo.
Passatempo,
Tic-tac,
Tac-tic...
Despertador silenciado.
Despertar inacabado...
Pouco a pouco me dou conta
Do dia que se anuncia.
Já vai alto o sol,
Mas não me afeto.
Hoje meu tempo é meu
E me apraz o não fazer nada.
Pausa.
Só por hoje...
Hoje, só.
Vanda Felix
sábado, 8 de junho de 2019
Passatempo
Fiquei parada no tempo
Esperando o tempo passar.
Por que parei tanto tempo?
Não sei... Não quero pensar.
Penso que o tempo não passa,
Nós é que passamos por ele.
Ele nos marca a face
E nós o levamos na pele.
Na alma, ele não toca,
Pois essa nunca envelhece.
Penso em não perder mais meu tempo
Com coisas que me entristecem.
Hoje, meu passatempo
É curtir o tempo que tenho
Pois já perdi muito tempo
Com coisas que não eram minhas.
Vanda Felix
Esperando o tempo passar.
Por que parei tanto tempo?
Não sei... Não quero pensar.
Penso que o tempo não passa,
Nós é que passamos por ele.
Ele nos marca a face
E nós o levamos na pele.
Na alma, ele não toca,
Pois essa nunca envelhece.
Penso em não perder mais meu tempo
Com coisas que me entristecem.
Hoje, meu passatempo
É curtir o tempo que tenho
Pois já perdi muito tempo
Com coisas que não eram minhas.
Vanda Felix
domingo, 5 de maio de 2019
Francisco
UM DIA, NASCEU FRANCISCO,
UM TAL MENINO CORISCO
(QUE, DO SANTO, SÓ TEM O NOME!)...
E ESSE MENINO CORISCO,
A QUEM CHAMAMOS FRANCISCO,
NÃO PARA, NUNCA!
(É MUITO RÁPIDO E PRECISO.)
COMO UM RAIO, QUE ILUNINA,
CRIA A LUZ,
CRUZA A RUA,
DOBRA A ESQUINA,
ROMPE O RISO.
INQUIETO, FOGUETEIRO,
NÃO SE ATÉM A NENHUM RISCO,
NÃO TEM MEDO DE NADA,
NEM DESTE, NEM DO OUTRO MUNDO. 💀👽
(NEM MESMO DE ALMA PENADA!)...
NEM NA CASA DA VOVÓ 👵,
SE AQUIETA UM SÓ SEGUNDO!
(LÁ, MESMO, É QUE ELE REINA).
ESSE MENINO DANADO,
CUJO NOME FORA DADO
NA PIA DO BATIZADO,
E QUE É NOME DE UM SANTO,
O TAL DO SANTO FRANCISCO,
É UM MENINO AGITADO,
TÃO ÁGIL QUANTO UM CORISCO,
MAS, APESAR DESSE FATO,
É UM MENINO MUITO AMADO,
POIS SABE SER DELICADO
E TEM UM DOCE SORRISO.
CRUZA A RUA,
ARRANCA A ROSA 🌹,
RI DO RAIO, QUE ME ARRASA,
SEGUE O CARRO 🚗,
GIRA A RODA,
RODA O EIXO,
MEXE NA CAIXA,
ENCHARCA A ECHARPE,
COCHICHA NO MEU OUVIDO
SEUS DOCES SEGREDOS DE INFÂNCIA
(DESEJOS DOCES DESSA CRIANÇA
A QUEM CHAMAMOS FRANCISCO)...
FRANCISCO, MENINO CORISCO!
ME CARREGA EM SEU LARGO RISO,
ARRANCA A DOR DO MEU PEITO,
CORRE SOLTO, PELO LEITO
DESTE RIO, QUE ESTAVA SECO
ANTES DA SUA CHEGADA.
Vanda Felix
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Caos da mudança
Ares de discórdia
Em tempos serenos de outono:
Brisa suave,
Clima pesado,
A incerteza do futuro
E os fantasmas 👻 do passado
Sufocando o presente
Que Deus nos deu de presente.
Saudosistas do ontem,
Já morto e enterrado,
Abstemo-nos de viver o hoje,
E sofremos pelo amanhã,
Que não se sabe se chega...
Unhas que se quebram,
Cabelos, que caem aos montes.
Folhas secas,
Folhas soltas,
Com os ventos se vão,
Dançando no ar,
Feito loucas,
Fugídias de alguma prisão.
Outono, o caos da mudança
Das cores, das formas, dos cheiros.
Outono, o ar rarefeito
Exerce, sobre a vida, o efeito
Do caos, da desordem,
Ou da transformação.
(Depende do que guardo no peito,
No fundo do coraçao.)
Folhas soltas,
Folhas livres,
Folhas leves,
Vida breve...
Às vezes,
Se é necessário morrer
Tal qual a folha rebelde,
Que o vento carrega longe,
Para poder rensascer,
Talvez, bem além do horizonte.
Caos da vida,
Caos do mundo...
Do caos, renasce a esperança
De que não me seja breve,
Mas que seja leve,
Que, consigo me leve
Para bem longe daqui.
Vanda Felix
(Para meu doce amigo Vinícius , alma doce de criança... )
domingo, 7 de abril de 2019
Minhas idades
Tristezas e alegrias
Triviais,
Do dia a dia,
Transformo em poesia.
Busco palavras,
Escolho rimas,
Das minhas lembranças de menina
Faço lições da maturidade.
Relevo a idade do corpo,
Que caminha para o fim,
Vivo a idade da alma,
Que vive dentro de mim
E que não envelhece,
Mas que amadurece
E fica mais bonita e jovem
Com o passar do tempo.
Saudades sinto da infância,
Mas não quero voltar para lá,
Pois, a cada fase da vida,
Intensamente vivida,
Dou a devida importância.
Vivo o agora,
Plenamente.
Exercito minha mente
Enquanto não chega o momento
De ir embora deste mundo.
Vanda Felix
quinta-feira, 21 de março de 2019
A Poesia e o Sol
A
Minha poesia
Desperta com o Sol.
Aos primeiros raios deste
Abre suas asas para o Universo,
Gritando seus versos e reversos
A quem os queira escutar.
Mas, com este não se põe,
Recusa-se a descansar,
Agita o cochilo
E o sono profundo, traz, em sonhos,
Para o mundo,
Ritmos, cadências e acalantos.
Se o Sol, o corpo aquece,
A poesia,
Que, ora alegra,
Ora entristece,
Afaga a alma,
Aquieta o coração.
Envolve o mundo
Numa aura de encantos,
Que,
Sem quê,
Nem porquê
Esquece-se de defender sua razão.
Vanda Felix
21 de Março
Dia da Poesia.
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