quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Caos



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Dói-me assistir,
inerte,
impassível,
impotente
à degradação gradual,
que põe fim à ética e à moral,
da espécie humana...
Perda de valores,
cultivo de rancores,
mágoas e dissabores...

A Humanidade decadente
perdeu seu fascínio,
entrou em declínio,
está doente,
inconsciente,
descrente...
Tornamo-nos reféns de um caos generalizado,
somos zumbis!
Mortos-vivos infelizes,
sugando a seiva dos mais fracos,
desprovidos,
desvalidos.

Somos sobreviventes do caos...
Até quando resistir?
Vale a pena insistir?
Não sei... Custa-me a crer,
mas acho que já estamos perdidos...
Vanda Felix

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Família


Família é a base da gente,
É o porto no qual ancoramos
Para nos sentirmos seguros,
Para sermos mais humanos.
É nossa primeira escola,
Local onde aprendemos
As lições de sobrevivência
E de boa convivência...
É de onde partimos
Para novas experiências,
E para onde voltamos
Ao sentirmos carência
(ou simplesmente saudade!)...
É onde vivemos nossa melhor fase,
Junto de quem passamos
Todas as dificuldades.
Família é feita de gente!
Gente que se ama,
Se aceita,
Se tolera
(ou, simplesmente, se aguenta)...
Briga, muitas vezes,
Mas a tudo supera,
Porque em seu seio
É o amor que impera,
Pois é criação Divina!

Vanda Felix



domingo, 25 de outubro de 2015

Subtração de meu "eu"






Ideias confusas
Palavras difusas
De tanto que gira o mundo
Tornei-me uma tonta...
Mas sinto-me pronta
a tornar, num segundo
ao aconchego de teus braços,
que aliviam meu cansaço
e devolvem-me a energia
gasta no dia-a-dia,
na rotina, que me consome,
subtrai-me de mim mesma,
deixando minhas noites insones,
vazias de teu sentido
(longas noites,
noites torturantes!),
lembranças de ti, meu amante,
companheiro, mais que querido...
Vanda Felix


terça-feira, 13 de outubro de 2015

Promessa não cumprida



Sinta a brisa que adentra
pela fresta da janela,
sopro da Terra, que anuncia
a volta da Primavera.
Ela retorna todo ano,
com certeza, sem enganos,
mas você não mais retorna
e minha porta fica aberta
à espera de sua volta
quase certa,
tão incerta...
Não passou de uma promessa
prometida
e não cumprida,
desde a sua partida...
Vanda Felix






domingo, 27 de setembro de 2015

Doce sofrimento




Sabes ser minha melhor lembrança,
aquela que o tempo não apaga,
aquela que a água não lava,
aquela que o vento não leva...
Soubeste ser meu melhor momento,
que não mais me saiu do pensamento,
mesmo com todo sofrimento
que seu silêncio e ausência provocam.
Soubeste ser meu melhor amante,
aquele que, mesmo distante,
provoca-me arrepios e desejos,
que me torturam a todo instante.
Oh, doce sofrimento, que amo!
Que faz-me forte e confiante,
pois sei que não foi o acaso,
mas o destino,
que manteve-me presa a ti, 
mesmo estando tão distante!
Vanda Felix

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Transcendência




Meu amor por você,
sobrepõe-se ao tempo e ao espaço.
Transcende-os fisicamente.
Vem de antes de mim,
antes de você.
Não é de hoje,
não é de ontem...
Tem a idade de nossos espíritos.
Extrapola o limite da mente.
Supera o plano carnal.
Quanto ainda haverei de esperar?
Espero a eternidade,
se necessário.
Quanto ainda falta-me evoluir?
Sou paciente,
sou insistente...
Há de chegar o momento,
eu sei,
em que venhas ao meu encontro,
sem mais precisares partir,
e nossas almas partilharão
um só espaço,
a um só tempo,
contrariando as leis da Física.
Serei-te o quanto serás-me...
Corpo, alma,
coração
e pensamento!
Vanda Felix




domingo, 30 de agosto de 2015

Agosto




Sinto falta do teu cheiro,
do teu toque, teu olhar,
de ter você, por inteiro,
de poder, enfim, te amar...

Sinto falta de tua voz,
de teus pelos, de teu gosto,
falta de teus carinhos,
em especial, no mês de agosto...

Foi o mês em que nasci,
e também nos conhecemos,
também foi num fim de agosto
a última vez em que te vi...

Foste, prometendo voltar,
mas nunca mais retornaste,
deixou-me imenso vazio
e dolorosa saudade.

Mais falta me faz teu afeto,
que qualquer luxo ou conforto,
mas tu és um marinheiro,
tens um amor em cada porto.
Vanda Felix




Retomada

 Há tempos não percorria estas páginas... deu até saudade, agora! É que a vida anda tão atribulada, tão conturbada, que meus hábitos mais re...