quinta-feira, 12 de julho de 2018

Re...




Reencontro.
Reconto.
Reinvenção de velhas histórias.
Relembranças.
Memórias.
Marcas no coração ❤
E na mente.
Antigas.
Recentes...
E a gente segue
Cada qual seu caminho.
Mas, lá dentro,
Na alma,
Cultivando o mesmo carinho
De sempre.
Pra sempre...
Ontem, hoje
E amanhã.
Com o frescor da maçã 🍎
E o calor do Sol 🌞,
Que nos desperta a cada manhã.

(Reencontro da velha guarda)
Vanda Felix

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Paranapi(não)acaba






Ares de euros,
Euros ares,
Outros mares,
Ares não-solares.
Don't stop, please!
Prossiga! Por favor, não pares...

Para lá
Para cá...
Paranapiacaba.
Névoa perene,
Tudo ecobre,
Nunca acaba.
(E eu me acabo de prazer!)
Vanda Felix

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Re-aja




Prescindo do toque suave
Do sol da manhã.
Prescindo do toque da seda,
Do toque das mãos,
Que afagam-me a face,
Aquecem meu corpo.
Toca-me teu silêncio.
Me faz ensurdecer...
Teu grito preso,
Represado
Na garganta,
Me sufoca
E me ensurdece.
Por que se cala?
Sua inépcia me abala,
Me afronta
E incomoda.
Quero que se mova,
Que assuma a direção
Que seu coração indique.
Sinta-se tocada.
Não se permita ser obrigada,
Nem calada.
Faça barulho,
Grite,
Quebre coisas.
Reaja!
Re-aja!!!
Aja.
Faça pública sua dor.
Busque ressonância,
Empatia.
Você não está sozinha.
Juntas, somos muitas,
Juntas, somos mais!
Vanda Felix

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Manhã preguiçosa


Abro os olhos,
Bocejo,
Espreguiço.

Vejo teu corpo lânguido, estendido.
Vontade de ficar,
Mas não posso

A manhã se estende preguiçosa.
Mesmo ela tem preguiça de acordar.
Embalada pelo som da chuva mansa
Despeço-me da cama,
Obrigada a levantar...
Vanda Felix


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Na minha casa



Na minha casa
Eu posso tudo
Me mascaro,
Visto,
Dispo,
Me transmuto.
Falo alto,
Fico mudo.
Sou quem sou,
Sou quem quero.
Sem rodeios,
Sem poréns.
Lá eu posso ser sincero.
Minha casa
Me aceita
Com meus limites,
Minhas loucuras.
A casa é minha
E não me censura.
Sou quem sou,
Sou quem quero.
Sem limites,
Sem frescura.
Lá ninguém me diz
Que não posso ser feliz,
Porque a felicidade incomoda,
Desaloja,
Desloca.
Desacomoda
Quem tem preguiça
De tentar...
Vanda Felix


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Cada um por si




Frio de fim de outono
A farsa passa
Despercebida
A farsa ganha força
Mexe com as vidas
De todos
E todos
Pagam a alta conta
(Que já está impagável há tempos...).
Imóveis,
Estáticos,
Paralisados.
Hipnose coletiva
Histeria descabida.
Corre e pega o que é seu!
É pouco?
Dane-se o outro!
O "cada um por si"
Nunca foi tão por si,
Tão por mim...
Perdemo-nos do "nós",
Atados em nós
De cegos marinheiros,
Que navegam à deriva,
Sem ter porto de chegada.
Ou seguimos pela estrada
De pedregulhos e seichos
Com os pés descalços,
Onde se abrem as feridas.
Que cada um cuide das suas
E que Deus nos cure a todos,
Antes que fiquemos loucos.
Vanda Felix

terça-feira, 8 de maio de 2018

Três gatos

São três gatos 🐈🐈🐈
Folgados...
"Folgatos"!
Quer mais?
Três gatos
Gorduchos,
Levados,
Fofuchos.
Que fazem gatices,
Bagunça,
Arruaça,
Às vezes,
Pirraça...
Manhosos,
Macios,
Um pouco arredios
(Nem sempre confiam).
Mas quando se entregam,
Pedindo um chamego,
São tão carinhosos! 💕
Adoram sossego
Mas são tão
Peraltas,
Moleques,
Travessos.
Mil graças
De graça,
Nos cobram
Carinhos.
Três gatos
Gatuchos,
Danados,
Gatunos,
Que amo demais! 💞
Vanda Felix





Retomada

 Há tempos não percorria estas páginas... deu até saudade, agora! É que a vida anda tão atribulada, tão conturbada, que meus hábitos mais re...